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Resenha – Monte Castelo, por Fabrício Ricardo.

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Monte Castelo é uma obra singular. Primeiro romance de Acácio Souto, o livro tem um estilo firme e pomposo, em que demonstra segurança no domínio das palavras… sem falar no emaranhado de estórias dentro de uma só narrativa, que transporta o leitor para dimensões díspares, como passado e presente… “hoje e ontem” se amarram na construção das características de seus personagens, pois os acontecimentos que permeiam a vida dos protagonistas são fundamentais para a construção de sua personalidade, numa espécie de autoconhecimento e de aceitação espiritual (talvez um encontro com o “eu” interior de cada um).

Acácio toca em temas esquecidos pela humanidade. Dentre eles está o AMOR. Mas não apenas o amor entre homem e mulher [este também está presente, e enche o coração pela grandiosidade sentimental que demarca as relações entre Dórati e Alexandre, ou até mesmo no amor latente nos corações de Eduardo e Sarah], mas o AMOR para com os nossos semelhantes, que incitam o respeito, a união, o perdão, a aceitação e vários outros sentimentos humanos que parecem estar esquecidos no tempo. Questiona as relações humanas, o jogo de interesses, a ganância que povoam os pensamentos menos nobres das pessoas… esses sentimentos negativos são responsáveis pela desestrutura entre as famílias, seja na ficção [como no caso dos irmãos-príncipes de Monte Castelo] ou na realidade, quando vemos hoje atrocidades inimagináveis realizadas pelos homens.

Então o autor de Monte Castelo nos responde com toda a certeza do mundo que só há uma solução para resolverem os males que afligem a humanidade… e que a solução de tudo está dentro de cada um, se souber encontrar em si mesmo DEUS. A fé é mais uma palavra que parece permear as entrelaçadas estórias desta obra, pois suas páginas demonstram que aqueles que a têm e que respeitam a Deus serão os que colherão os frutos da bonança, e não em uma vida vindoura e paradisíaca, mas aqui e agora… Deus é o alento para todas as dores; é quem planeja nossa vida, nossos caminhos, e sabe como tudo se findará. Essa mensagem, digna de um homem que cultiva o espírito, nos traça um perfil do próprio autor: Acácio Souto, que assim como as flores, as acácias, são parte da divindade, ele e todos os seres humanos também somos.

A linguagem empregada na obra também nos remete aos tempos possíveis em que a estória se passou, porque traz um estilo culto, próprio dos falares daqueles que dominavam a palavra. Já a parte mais moderna é marcada pelo coloquialismo, o que demonstra o domínio do conhecimento do autor, que soube discernir com eficácia e beleza o modo de se expressar de cada momento da narrativa.

Monte castelo é um livro em que a amizade se evidencia; em que os costumes ainda são tidos como marcas essenciais de um povo; em que a aventura é parte integrante da vida de seus personagens. É literatura de qualidade, tanto verbal quanto ficcional. Uma estória que deve fazer parte da vida de todas as pessoas que buscam verdade, paz, fé, esperança, dignidade… e amor.

Fabrício Ricardo Santos

Formado em Letras-Português pela UFS e Professor de Redação.

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Resenha – O Rei do Inverno, As Crônicas de Artur.

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Acabei de ler esta semana o primeiro livro da série As Crônicas de Artur, o livro O Rei Do Inverno. A segunda e terceira obra são O Inimigo de Deus e Excalibur.

Artur, na verdade, nunca foi rei. Era, sim, o filho bastardo de Uther,

que se transformou no principal líder militar britânico no século V.

Após a saída dos romanos da ilha, a Britânia viveu um período conturbado,

durante o qual seu povo lutou pela posse da terra de

seus ancestrais contra os invasores saxões.

Uma época em que os velhos deuses tribais dos Druidas

resistiam ao domínio dos cristãos e procuravam recuperar

o prestígio e o poder perdidos durante a ocupação romana.

Numa terra dividida entre diferentes senhores feudais

e ameaçada pela invasão dos bárbaros do oeste,

Artur emerge como um guerreiro poderoso e corajoso

capaz de inspirar lealdade e unir o país.

 Uma personalidade complexa, impelida por honra,

dever e paixão, que nos é apresentada de maneira jamais vista.

Esta obra é narrada em primeira pessoa por Derfel Cadarn, que em sua juventude se tornou um dos maiores guerreiros de Artur. Derfel narra a história desde a sua juventude, quando vivia em Ynis Wydrin, também conhecida como Avalon, a terra de Merlin, que na narrativa estava sob os cuidados de Morgana. Merlin não é visto há tempos, sendo que há boatos que ele abandonou a Britânia e outros boatos que afirmam que o mago está morto. Muitas crianças loucas e aleijadas, adotadas por Merlin, vivem em Ynis Wydrin. Dentre as crianças estão o próprio Derfel, filho de uma escrava saxã, e Nimue, aprendiz e amante de Merlin. Derfel ama Nimue e ela, embora não compartilhe desse sentimento, realiza com ele um feitiço, cortando a mão de Derfel e a sua própria e misturando seu sangue com o dele, de maneira que eles estarão sempre vinculados por essa cicatriz que, ela explica, torna Derfel, perante os deuses, responsável pela proteção da vida dela, e ela pela dele. Ela explica que um dia irá precisar dele e o chamará para ajudá-la e que, se ele não cumprir seu juramento, estará amaldiçoado por toda eternidade.

Durante a história vivenciamos o crescimento pessoal de Derfel e seus conflitos internos, em meio a guerras, traições, disputas políticas e vários reis tentando matar o herdeiro da Britânia, uma criança chamada Mordred. Artur, por sua vez, tenta defender o reino até que o seu herdeiro tenha a idade suficiente para assumir, mas descobrimos que o grande Artur é um guerreiro incrível, porém frágil em relação ao amor.

Gostei da história, porque não existem personagens perfeitos. Todos têm defeitos e seus conflitos pessoais. Nem o próprio Artur é aquele perfeitinho que faz tudo certo. É um cara que você vai amar e odiar na mesma história, vai torcer pela morte de personagens muito irritantes e vai odiar os inimigos de Derfel.

Bernard Cornwell narra uma história que prende do início ao fim. Que vai fazer você penetrar de corpo e alma na Britânia da Era das Trevas. Você vai ver com outros olhos a história de Morgana, Artur, Merlin e Lancelot, fugindo da mesmice das antigas histórias criadas com estes personagens.

Um livro que vale a pena ler. Vou ler o segundo da série e depois posto aqui a resenha. Valeu, leitores compulsivos.

Vendas: Saraiva (R$ 38,00)

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A Primeira Frase de Um Livro.

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Não sei se você um dia já parou para perceber a primeira frase dos livros que lê de forma diferente. Desde pré-adolescente, quando ia ler um livro julgava o autor pela primeira frase que ele escrevia. A primeira frase de um livro é certamente a mais importante, é a que faz o coração do leitor ter perspectiva do livro inteiro (mesmo que ele possa se enganar). Em meu livro, “Monte Castelo e os 7 vícios capitais”, escrevi como primeira frase: “Por que Deus criou o mundo?”. O livro já começa filosofando. Fiz isso porque este, assim como outros que tem nas frases seguintes, é um tipo de questionamento feito pela mente humana desde sempre. O livro em si não é religioso, afinal nas frases seguintes o leitor verá que este é o pensamento de Eduardo Montenegro, um arqueólogo ateu, o protagonista da história. Imagine você se deparar, ao abrir a primeira página de um livro, capítulo 1, com a indagação: “Por que Deus criou o mundo?”. É instigador.

Perceba a partir de agora que os grandes autores sempre começam seus livros com frases de impacto ou com frases que já indiquem como será o seu livro. Comece a anotar as frases perfeitas dos bons livros que você está lendo e você verá o impacto que causará quando descobrir que elas dizem muito sobre você e sobre o livro inteiro. Veja algumas primeiras frases de livros boas:

“Olho para os meus sapatos, observando a fina camada de cinza impregnar o couro gasto.”
(A Esperança – Suzzane Collins – O Último Livro da trilogia Jogos Vorazes)

“O nome do Curandeiro era Fords Águas Profundas.”
(A Hospedeira – Stephenie Meyer)

“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.”
(Senhora – José de Alencar)

“O Sr. Tench saiu para procurar seu cilindro de éter, sob o escaldante sol mexicano e a poeira esbranquiçada.”
(O poder e a glória – de Graham Greene)

“Os detetives nem mesmo sabiam que os dois se conheciam.”
(Metrópole do Medo – de Ed McBain)

“Em sua toca vivia um hobbit.”
(O Hobbit, J.R.R. Tolkien)

“Marina me disse um dia que a gente só se lembra do que nunca aconteceu.”
(Marina – Carlos Ruiz Zafón)

Não há dúvidas que são ótimas formas de começar uma história. Toda vez que começo a escrever um livro demoro muito na primeira frase, pois sei que se começar bem, terminará bem. E sempre me inspiro nesses livros que citarei a seguir para pensar na minha primeira frase. Eles fizeram este trabalho ficar bem difícil.

“No princípio, Deus criou os céus e a terra.” {Minha preferida}

(Bíblia)

“O físico Leonardo Vetra sentiu cheiro de carne queimada e sabia que era a sua.”

(Anjos e Demônios, Dan Brown)

“Todas as crianças crescem, menos uma.”

(Peter Pan e Wendy, James Matthew Barrie)

Agora, e você? Qual a sua primeira frase favorita de um livro?

 

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Resenha – Destrua este diário.

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Há muito tempo o conceito do que é arte e do que é considerado artístico vem sendo debatido. Com a chegada da arte contemporânea, muitos padrões clássicos foram colocados em xeque. Essa tendência característica dos novos tempos também chegou à literatura com força total. O livro Destrua este diário, da autora Keri Smith, é um ótimo exemplo.

A editora Intrínseca lançou o livro em 2013, que se trata da adaptação brasileira de Wreck this JournalDestrua este diário é um livro que estimula a criatividade e que ganhou destaque entre os leitores brasileiros porque trouxe uma nova maneira de interação com a leitura. Antes o processo de leitura era mais ou menos assim: você lia, o cérebro era estimulado através das palavras que despertavam imagens. Essas imagens tinham como base suas próprias experiências, mas não era algo facilmente externado.

Mas, com essa tendência que o livro de Keri trouxe, o processo de leitura passou a ser mais prático e interativo, pois o próprio livro dá suporte para que a imaginação seja externada para as folhas de papel. Keri também inova ao propor uma nova maneira de se tratar livros. Estamos acostumados a ter o máximo de zelo e cuidado, porém com o livro Destrua este diário o objetivo é exatamente outro. O leitor é convidado a participar através de desenhos, cortes e outras coisas mais bizarras, como levar para passear, congelar folhas, etc.

O que se faz, na verdade, é romper com o pré-estabelecido, com aquilo que se espera que um livro seja. Por isso Destrua este diário é tido como um espaço de evasão. Ao mesmo tempo, o livro se torna único para cada um que o adquire, pois cada pessoa se expressa de uma maneira diferente das outras.

E o interessante é que essa diferença de possibilidades do que se pode fazer com o livro aproximou muitos leitores. Antes, o costume era debater as ideias, falar sobre personagens, ou seja, era um debate mais literário. Mas com o livro de Keri, os leitores começaram a compartilhar suas ideias, suas experiências com o livro e a maneira como entenderam algumas das propostas, tudo isso de forma mais prática. E o resultado é uma interação positiva, pois ressalta que as pessoas podem se unir por objetivos comuns, mesmo cada uma tendo algo diferente em mente.

Por isso que quem lê tira várias fotos, posta no facebook, instagram e até mesmo em blogs. Alguns vão mais além: através de vlogs, dão depoimentos da sua interação e outros, até mesmo, realizam algumas propostas ao vivo.

Um livro que rompe padrões, ao mesmo tempo em que propõe o debate entre o que é certo e errado (dentro do universo literário), de maneira subjetiva.

Tags: (mundo, livro, literatura, leitor, escritor, livro, acácio, souto, leitoreiro, frase, citações, leitura, autor).

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Resenha – A Menina que Roubava Livros.

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        A menina que roubava livros é o segundo livro do autor australiano Markus Zusak, lançado em 2005 com tradução para português apenas em 2007. Publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, teve tanto sucesso que em 2013 já estava em sua 3ª edição, sendo inclusive adaptado para o cinema.

Algumas pessoas dizem que A menina que roubava livros tem um começo complicado e por isso sente dificuldade em prosseguir com a leitura. E realmente, começar um livro que é narrado em primeira pessoa pela própria Morte é algo incomum em toda a literatura mundial. Pensar em uma história que seja cativante o bastante para ter a atenção especial da ceifadora de vidas é o que nos faz manter a leitura. E, sem pudor algum, a Morte acaba por revelar tantas coisas de si ao mesmo tempo em que nos coloca em um dos piores cenários que o ser humano pode vivenciar na história contemporânea: o Nazismo.

O leitor se depara com a perspectiva peculiar da Morte e, então, vem o primeiro impacto: ela não tem o papel aterrorizador que lhe coube no imaginário popular, e é revelada de maneira tão desvinculada do misticismo que convivemos que o leitor se rende. Nesse livro a Morte assume um papel de testemunha histórica, proporcionando uma reflexão crítica através de uma vida que reservou para o nosso conhecimento: a de Liesel Memimger.

Liesel, filha de uma mãe comunista, é adotada por Hans e Rosa Hubermann e, desde cedo, tem que conviver com a dor da perda. Sua vida em seu novo lar desperta uma ansiedade pela leitura que a faz roubar livros para satisfazer sua mente sagaz e inquieta. E com eles descobre as palavras e o sentido que elas proporcionam. É nesse contexto que Liesel conhece Max, um judeu que vive escondido no porão dos Hubermann para que não seja enviado aos campos de concentração nazistas.

É um livro tão rico que, mesmo sendo ficcional, é capaz de registrar a sociedade alemã da época. Retrata uma sociedade pobre e ferida com a perda da Primeira Guerra Mundial, onde a maior parte da população não reflete sobre as palavras de Hitler e direciona seu ódio ao povo judeu. Mas os Hubermann são uma espécie de exceção e por isso Liesel consegue desenvolver sua mente de modo liberto de preconceitos.

O sucesso de A menina que roubava livros não se restringe apenas à temática, pois a abordagem também é muito poética. É um livro capaz de revelar a humanidade dos seres vivos, mesmo nos momentos mais improváveis, desfazendo estereótipos. Também revela como as ideologias e pensamentos preconceituosos podem ser questionados. Mas, a Morte declara: “Os seres humanos me assombram…” porque mesmo com pessoas tão munidas de humanidade, Nazismos, Holocaustos e Guerras estão longe de ficar para trás na nossa História.

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Resenha – O Pequeno Príncipe.

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O Pequeno Príncipe é um livro de literatura infantil conhecido internacionalmente. Lançado em 1943, originalmente nos Estados Unidos e na França, ganhou sua versão brasileira em 1959, sendo que o Brasil foi o 9º país para o qual o livro foi traduzido. Na época, foi publicado pela Editora AGIR com tradução de Dom Marcos Barbosa. Hoje consta como o livro mais traduzido em todo o mundo  e teve várias outras edições lançadas no Brasil.

Trata-se de um livro de destaque, que ganhou muitos leitores em todo o mundo. Escrito para o público infantil, por causa da linguagem ingênua e da história que traz semelhanças com o universo das crianças, também pode ser lido por adultos, pois traz lições valiosas. Isso porque mesmo sendo direcionado aos pequeninos, traz uma perspectiva bastante interpretativa, já que é uma espécie de crítica. Os “adultos”, no livro, têm uma maneira diferente de ver e interpretar a realidade e são descritos através de alguns personagens representativos.

O livro descreve com perfeição e de forma sutil, os diferentes comportamentos das pessoas e suas reações diante de situações que são dadas no decorrer da história. Dessa forma, o livro pode ser lido em qualquer tempo, seja na época em que foi escrito ou até mesmo nos dias de hoje, sem que perca sua essência ou que deixe de ser atual.

O principal narrador é um aviador que encontra uma criança diferente das demais no deserto, após ter um problema com seu avião. O aviador decide chamar essa criança de Pequeno Príncipe. Com o desenrolar da narrativa, entendemos que o Pequeno Príncipe, na verdade, pertence a outro universo e que a Terra é o sétimo planeta que ele visita depois que partiu do seu próprio.

Nessa viagem que o Pequeno Príncipe fez, descobriu “seres” bastante peculiares que, na verdade, são alusões às atitudes e comportamentos humanos. Dessa forma, a prepotência, a ganância, a vergonha, a vaidade, o trabalho demasiado e o não comprometimento com a realidade são características que o Pequeno Príncipe percebe nos habitantes dos planetas que visitou. Sendo que essas características são ilustradas nas narrativas com exemplos práticos.

Ao chegar à Terra, ele afirma que nos planetas anteriores encontrou essas “características” de maneira isolada (ou seja: cada planeta tinha ou ganância ou vergonha, etc); já aqui pode observar o conjunto delas.

Dessa forma ilustrativa o autor consegue ser interessante e prender a atenção do público infantil, através das pequenas histórias que permeiam o livro e, ao mesmo tempo, consegue instigar a reflexão no leitor adulto por causa da riqueza de simbologia que há na narrativa.

Não é à toa que, mesmo tendo sido escrito na década de 40, ainda seja um livro de referência presente em livrarias de todo país e do mundo.

Tags: (mundo, livro, literatura, leitor, escritor, livro, acácio, souto, leitoreiro, frase, citações, leitura, autor).

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Resenha – O Hobbit, J. R. R. Tolkien.

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Um dos melhores livros que li em toda a minha vida. É desta forma que começo esta resenha. O Hobbit é um livro infanto-juvenil de fantasia escrito pelo professor britânico J. R. R. Tolkien, dedicado ao seus dois filhos. Sua primeira publicação aconteceu em 1937, se tornando um dos livros mais vendidos da história.

Tudo começa quando Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado, recebe a visita de 13 anões e Gandalf, que o levam a uma aventura (mas os hobbits não gostam de aventuras!). A comitiva leva Bilbo, o ladrão da expedição, segundo Gandalf, o mago, tendo o objetivo de resgatar o tesouro guardado por Smaug, o dragão.

No decorrer na narrativa, Bilbo, um hobbit pacato, vai descobrindo o seu talento para ser ladrão, tendo os seus conflitos internos e descobrindo o potencial escondido que jamais ele descobriria em sua vida normal no Condado. Isso remete àquelas pessoas que vivem uma vida sem desafios e que um dia descobrem que a vida é muito mais do que viver em busca da segurança.

Nesta jornada através das montanhas e das terras ermas, eles enfrentam trolls, orcs, wargs, elfos. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.

A viagem de Bilbo, Gandalf e a companhia dos treze anões, guiados pelo Rei Thorin, filho de Thrain, rei sob a montanha, além de todo o lado leste, além do ermo, das montanhas, da floresta das trevas, além de tudo o que o Hobbit jamais conhecera, a não ser pelas lendas e canções, com destino à Montanha Solitária, local onde, há muito tempo, existiu o reino dos anões, no qual durante um longo período houve fartura e riquezas sem fim, animais mágicos e todos, inclusive os moradores das cidades próximas, eram felizes.

Até que um dia, atraído pela riqueza, como todos os dragões, chegou Smaug, um terrível dragão que destruiu e acabou com o reinado dos anões, deixando somente ossos e cinzas por toda a região, e somente os que estavam fora da grande montanha conseguiram sobreviver. Smaug, assim, acabou tomando conta dos salões e de toda riqueza de uma raça.

Um livro perfeito em todos os aspectos. Uma narrativa envolvente, que prende o leitor do começo ao fim, cheia de aventuras emocionantes. A sucesso de O Hobbit também fez de suas antigas impressões grandes negócios. A primeira edição em língua inglesa pode ser vendida entre seis mil e vinte mil libras em um leilão, embora o preço de uma primeira edição assinada tenha atingido mais de sessenta mil libras.

E vou logo adiantar que você vai descobrir um segredo preciosossssss.

 

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